Você possui dívidas? Neste momento de crise política e econômica em que vivemos em nosso país, é fundamental que você saiba onde se encontra a sua vida financeira? Este é um momento decisivo em que a falta de informação pode te levar a um futuro de escassez e o esclarecimento a aproveitar boas oportunidades que surgem a todo momento. Diante de cenário de pessimismo volatilidade econômica e incertezas, é importante focar não somente no exterior, mas direcionar parte de suas atenção para dentro de si.

Vivemos em dias com a taxa básica de juros alta. Isso é bom por um lado, mas ruim de outro. No momento em que escrevo este artigo, a taxa básica de juros é 14,25% ao ano. Para quem acha chato controlar o próprio dinheiro, monitorar o saldo bancário, medir o consumo, e ter que esperar para consumir, saiba que realmente chato é entrar no cheque especial, ou pagar a parcela mínima da fatura de cartões de crédito por não se planejar e não saber esperar. Os juros cobrados pelas administradoras de cartões de crédito e cheque especial são os mais altos, para cobrir o alto risco de inadimplência em tempos de crise e desemprego. Na realidade, quem paga juros do cheque especial, paga por si e pelos inadimplentes.

Quais causas das dívidas?

Mas quando se trata de dívidas, somente fazer uma planilha orçamentária mensal basta? Isso é suficiente? Não. Não adianta focar nos resultados, nas dívidas, pois a situação só se agravará. O que realmente surte  efeito é focar na origem do problema. Para isso, é importante manter a mente aberta e adquirir novos conhecimentos e questionar-se o tempo todo. Pesquisas mostram que as pessoas mais bem sucedidas são aquelas que tem a humildade de estar sempre se questionando. Então, se você tem dívidas, pergunte-se: “porque estou endividado?” É importante que, neste processo, você seja sincero e não tente responsabilizar ninguém a sua volta. Você tem que ter autorresponsabilidade. Se não tem, desenvolva. Cultive este hábito, ele é extremamente benéfico.

A causa imediata de suas dívidas está nos seus hábitos financeiros negativos, que provavelmente estão ligadas ao consumo, ao imediatismo e, em alguns casos, preguiça. Está na forma como se comporta com relação ao dinheiro que recebe e com relação ao consumo.

Por sua vez, estes hábitos financeiros negativos estão relacionados com o sentimento de posse imediata. Tem relação com o que você sente, seus desejos.

O que você sente tem origem nos seus pensamentos. O que você pensa sobre dinheiro? O que é riqueza para você?

Cuidando das raízes produtoras de riqueza

Seus pesamentos tem origem em suas crenças sobre dinheiro que você absorveu quando ainda era criança. Essas crenças, geram seus pensamentos, e sem que você perceba, cria sentimentos que geram ações determinantes para os resultados que você colhe na sua vida.

Se você tem dívidas hoje, faça um autodiagnóstico sincero. Provavelmente vai chegar à conclusão de que o problema é o que você consumiu sem refletir.

Muitos de nós temos crenças limitadores que resultam em dívidas. Um exemplo é a de que “o dinheiro que ganhamos hoje deve ser gasto, pois não sabemos se estaremos vivos amanhã”. Amanhã você pode não estar vivo, mas também pode estar. Se é pra estar vivo, é melhor que seja com abundância, não é verdade? Todos nós temos grande probabilidade de envelhecer primeiro. Imagine envelhecer quebrado. Na fase da sua vida em que você mais precisará de remédios e de um plano de saúde, não ter dinheiro para custear isso.

Precisamos focar na construção de riquezas ao longo da vida e não na construção de dívidas. Se você possui dívidas, realize algum esforço para quitá-las o mais rápido possível. Tudo que compramos por meio de dívidas poderíamos comprar à vista se houvesse planejamento e paciência.

Comprar o que queremos, com o dinheiro que não temos, para impressionar quem não conhecemos é emporecer a longo prazo.

Crenças, consumo e dívidas

Homem pagando com cartão de crédito. Crenças relacionam-se com as causas reais das dívidas.

A vida financeira das pessoas é resultado de uma combinação dos seus pensamentos, dos seus sentimentos e das suas ações relacionadas a dinheiro e consumo. Isso tudo se fundamenta na programação mental que a pessoa recebeu na infância. Com base no que ouvia, viva e sentia, foi formada uma programação mental iniciada em idade por volta dos 7 anos e continuando pelas experiências vividas até adolescência. Estas experiências formar uma programação mental em um indivíduo como se fosse um software instalado na memória de um computador. A forma como esse computador trabalha, depende do software instalado nele. Essa programação ou condicionamento geram crenças sobre dinheiro, que geram pensamentos, sentimentos e ações sobre o mesmo, resultado em prosperidade ou escassez financeira. Quando somos crianças, não raramente ouvimos muitas crenças limitantes sobre dinheiro.

Crenças limitantes sobre dinheiro

Muitas vezes ouvimos coisas do tipo quando ainda somos crianças:

“Dinheiro é a raiz de todo o mal”

“Ficar rico não é para pessoas como eu”

“Ficar rico é uma questão de sorte”

“Dinheiro não traz felicidade”

“Deus quis que eu fosse pobre e endividado”

“Eu já sei tudo. Não preciso aprender mais nada”

“Pessoas ricas são más e gananciosas”

“Os ricos não são felizes”

“É mais dignificante ser pobre do que ser rico”

“Só é rico que tem carrões caros e casas de praia”

No processo de formação de crenças em uma criança, declarações como essas listadas acima se consolidam como raízes de uma figueira no penhasco do subconsciente.

Você pode não se recordar, mas muitas dessas declarações ouvidas no passado formaram um modelo mental e um comportamento que o direciona ao sucesso ou ao fracasso financeiro. Geralmente tendemos a “imitar”o comportamento dos nossos pais e parentes mais próximos, sem nos darmos conta disso.

Essa Programação mental produz pensamentos, que produzem sentimentos, que produzes ações e que produzem resultados de escassez. Quando tem um padrão de consumo elevado e compra algo que não pode pagar à vista, pagando juros por isso, está parecendo mais rico, mas na verdade, se tornando mais pobre.

Crenças de abundância

Agora  veja como pessoas prósperas pensam sobre as declarações listadas anteriormente: 

“Dinheiro é a raiz de todo o bem”

“Qualquer pessoa pode se tornar rica”

“Ficar rico é uma questão de conhecimento”

“Dinheiro traz felicidade”

“Eu mereço ser rico e abundante porque eu crio a minha vida pelo livre arbítrio”

“Eu sou um eterno aprendiz”

“Pessoas ricas são podem ser boas e generosas”

“Os ricos são felizes”

“É mais dignificante ser rico do que ser pobre”

Como reprogramar sua mente para a riqueza?

“Ter carrões ou casa de praia não é sinônimo de riqueza. Riqueza é a capacidade de viver por muito tempo sem precisar de trabalhar” (unidade de medida: tempo e não renda).

As pessoas que tem crenças limitantes sobre dinheiro são as mesmas que se encontram endividadas e  necessitam de esclarecimento para se conscientizarem do problema. Não dá pra mudar um comportamento o qual ignora. É necessário também de esclarecimento, compreendendo a origem do seu modo de pensar e optar por continuar mantendo os mesmos hábitos de consumo ou de fazer diferente. Se as coisas não estão indo bem de uma maneira, por que não passar a agir de forma diferente?

Por isso não adianta somente tentar controlar o seu orçamento, seus gastos poupando por poupar. É preciso adquirir repetidamente o hábito de poupar e investir dinheiro, fundamentado em objetivos grandiosos no futuro e que realmente valham a pena. como a compra de uma casa à vista, por exemplo.

Exclua as palavras cheque-especial, empréstimos e financiamentos do seu vocabulário, não admitindo contratar novos empréstimos, nem adentrar no limite do cheque especial.

Caso você tenha um financiamento imobiliário, se esforce para quitá-lo o quanto antes. Caso o financiamento seja de um veículo, pode optar por quitar ou estudar uma possibilidade de  troca do seu carro por um de menor valor. Eu mesmo já fiz isso no passado. Afirmo, não me arrependi. Mas vale poupar e investir do que apenas viver de aparências.

Estabeleça prioridades em sua vida e responsabilize-se pelas suas escolhas. Nós colheremos amanhã o que plantamos agora.

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Fábio Moraes

Um artigo sobre Educação Financeira


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