Experimente perguntar aos seus amigos, colegas e parentes se eles querem ser ricos. A maioria pensará que você está ficando doido. “É lógico”, dirão. Entretanto, a verdade é que quase todos eles não desejam enriquecer. Como assim? Isso ocorre porque possuem muitas crenças negativas sobre dinheiro “arquivadas” nos compartimentos do subconsciente que lhes dizem que há algo errado em ser rico.

Se você perguntar a elas as desvantagens de enriquecer, colherá uma enorme lista de frases feitas e pensamentos que os levam na contramão da riqueza. Essa forma de pensar é resultado das suas crenças limitantes sobre dinheiro e diz que não se encontram aptas para a o verdadeiro enriquecimento.

Pesquisas realizadas nos Estados Unidos revelam que grande parte dos ganhadores de loterias perderam tudo, após alguns anos. Por que isso acontece? As pessoas costumam dizer: “dez milhões de reais é muito dinheiro. Como pode um sujeito perder tudo?” E se quem disse isso fosse o felizardo? Será que ele conseguiria conservar a fortuna? Já ouviu a popular frase “dinheiro que não acaba mais“? Esse é o problema. Não existe quantidade  de dinheiro infinita. Quando você possui  crenças negativas sobre dinheiro e o ganha, o resultado será ver este dinheiro acabar, ou algo muito perto disso.

Essas pessoas gostariam de perder tudo? Não. Mas e porque perdem, então?  A resposta é simples. Porque não estão mentalmente preparadas para administrar um grande volume de dinheiro. Elas “torram” todo o dinheiro ganho de modo a voltar rapidamente a ter a mesma quantidade de dinheiro que possuíam antes. Voltam para aquela zona de dinheiro confortável ao subconsciente não financeiramente educado. Essa zona de dinheiro é a quantidade de dinheiro que conseguem lidar com maior facilidade. Essas pessoas frequentemente se autossabotam em termos de dinheiro.

Crenças determinam seus resultados

Já na infância, formamos nossas crenças sobre dinheiro, com base no que ouvimos, vemos e vivenciamos. É a nossa percepção do mundo real com base nos exemplos passados pelos nossos pais e familiares, professores, parentes, mídia, dentre outros atores. Nesse período, começamos a esculpir o nosso “modelo mental de dinheiro”. Assim, o que se vivencia na infância é facilmente impregnado no nosso subconsciente.

Esses ensinamentos adquiridos prematuramente formam nossa programação mental financeira  ou crenças sobre dinheiro que entranham no subconsciente. Basta um pensamento ser associado a uma forte emoção para que ele fique arquivado no subconsciente. Esses pensamentos dão origem ao modelo de dinheiro do pequeno aprendiz. Quando este cresce, carrega estas crenças profundamente enraizadas.

Devemos ter em mente que a nossas  crenças sobre dinheiro geram nossos pensamentos. Nossos pensamentos  geram nossos sentimentos. Com base no que sentimos, tomamos nossas decisões financeiras. Estas, por sua vez, geram nossos resultados.

Muitas vezes adotamos crenças que foram passadas de geração em geração no que diz respeito a dinheiro. Algumas delas originaram-se na forma de ditados populares a várias gerações atrás, mas continuam a causar bloqueios mentais ligados à finanças nas atuais gerações. O efeito dessas crenças sobre dinheiro impede a criação, manutenção e multiplicação de riquezas.

Confira agora as principais crenças limitantes que podem estar impedindo que você enriqueça e qual a forma próspera de pensar a respeito de dinheiro.

Crença #1: “Passei necessidade na infância, agora quero tudo do bom e do melhor”

crenças - criança com olhar triste

Sim, creio que você merece tudo do bom e do melhor, mas mediante planejamento. Não necessariamente hoje, por meio de dívidas.

Muitas pessoas que passaram necessidade em algum momento na vida “gravam” em seu subconsciente a experiência do medo, da falta e da escassez.  Esse medo da escassez passa a ser a motivação na vida delas para que consumam coisas que antes elas não tinham (ou que tinham e perderam). Esse consumo tende a ser emocional e impensado, pois as raízes (crenças) são emocionais.

Se esta pessoa se propõe a enriquecer, a motivação é o medo, não liberdade de escolhas. Isso não é frutífero. Coisas são só coisas. Não tem valor, senão o que você dá para elas. Comprar coisas não vai resolver o problema do medo da escassez.

Para tanto, deve se trabalhar na raiz do problema: o medo. O consumo deve ser planejado antecipadamente com base na premissa do que a diferença positiva entre o que você ganha e o que você gasta chama-se liberdade. Quem não poupa para seus sonhos e para ter liberdade de escolhas, gastando tudo ou mais do que ganha por mês, passa a sua vida “apagando incêndios”, ou seja, entre altos e baixos financeiros.

Não é porque você passou por dificuldades no passado que você tem que se atolar em dívidas para consumir hoje.

Trabalhe com foco na aquisição de ativos financeiros, ao invés de passivos. Para saber mais sobre ativos e passivos financeiros visite o artigo Renda, ativos, passivos e a grande armadilha.

Crença # 2: “Eu tenho sempre a razão”

crenças limitantes representada por cactus.

Dificilmente alguém que sempre tem a razão e consequentemente sempre discorda de tudo pode se conscientizar de que precisa mudar seus hábitos em torno de dinheiro.

Se você tem alguma crença limitante a respeito de dinheiro que impede que você enriqueça, você deve ser capaz de se conscientizar do problema, reconhecendo que age errado. Isso também tem a ver com apontar o dedo para o próprio peito e dizer: eu agi errado, me endividei, logo preciso rever meus conceitos.

Quando você se questiona, está dando um passo gigante rumo ao enriquecimento. Duvide da sua mente, questione-a. Sua mente não é você, é só uma parte de você que foi criada para sua proteção e proporcionar conforto.

Sua mente não foi condicionada para produzir riquezas, foi criada para mantê-lo seguro.

Você deve ter humildade suficiente para saber que muitas vezes devemos aprender com quem chegou lá ou simplesmente está no rumo certo. Falo mais sobre esta crença limitante no artigo sobre os donos da verdade.

Crença # 3: “Enriquecer é questão de sorte”

crenças - dados sorte no dinheiro.

Muitas pessoas tem a ilusão de que ganhar na loteria significa ficar rico.

Riqueza nunca é algo que vem de fora. Dinheiro pode vir de fora, riqueza não. A verdadeira riqueza vem de crenças edificantes, de uma programação mental favorável a ela e isso só pode ser conseguido por conhecimento. Você será rico no momento em que for capaz de conservar o que ganhou e multiplicar. Quanto mais tempo você conseguir viver de renda passiva, ou seja, sem necessidade de trabalhar, mais rico você será.

Se você ganhou na loteria você tem muito dinheiro, mas não é necessariamente rico. Você pode ter conquistado riqueza por um momento, mas não permanentemente. Suas escolhas a partir de então, irão dizer se você é rico ou não.

Já outras pessoas creem que suas vidas estão no piloto automático por que é assim que as coisas são. Preste bem atenção. Sorte não é estar no lugar certo e na hora certa. Sorte significa ser a pessoa certa, com o conhecimento adequado, fazendo a coisa certa, do jeito certo, cercado das pessoas certas, na hora certa e no lugar certo.

Crença #4: “Poupar para que? Posso não estar vivo amanhã”

crenças limitantes - homem velho quebrado.

Esta é a crença preferida dos gastadores. Usam-na para validar o seu comportamento compulsivo e impensado relacionado a consumo. Você pode não estar vivo amanha. Também pode ser que viva por mais 60 anos.

A população brasileira está vivendo cada vez mais. De acordo com o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), em 2040 mais de 27% da população brasileira será composta por pessoas com mais de 60 anos de idade. Isso representa mais de 55 milhões de pessoas idosas.

Assim, essa crença é muito nociva, pois se você não pensar um pouco no seu futuro, correrá o risco de empobrecer enquanto envelhece. É na terceira idade que precisamos de remédios. Nessa fase, temos que ter menos preocupações com dinheiro e mais qualidade de vida.

Crença # 5: “Dinheiro não traz felicidade”

crenças - mulher feliz.

É o mesmo que dizer que os ricos não são felizes.

De maneira geral, as pessoas gostam de validar o seu estado atual com “frases feitas”. Isso é uma necessidade de autoafirmação. Uma resposta pronta, como uma defesa para um eventual questionamento. Pessoas que dizem isso aos quatro cantos o tempo todo certamente estão quebradas.

Vivemos em um mundo com sistema capitalista. Experimente viver sem um tostão, sem ter dinheiro pra comer. Uma pessoa sem dinheiro nenhum não pode ser feliz. Isso não é felicidade. Agora experimente viajar para o destino dos seus sonhos. Você dificilmente não se sentirá feliz realizando uma viagem de férias. Para viajar você precisa de dinheiro.

Então, pense em um nível mais elevado. Imagine-se com uma renda mensal bem acima da média, realizando trabalhos filantrópicos, doando 5 ou 10% do que ganha para uma instituição de caridade, uma ONG que defende uma causa ambiental ou para uma associação de proteção aos animais. Isso é viver em abundância. Isso é felicidade.

Crença # 6: “O dinheiro sobe à cabeça das pessoas”

Crenças - o dinheiro sobe à cabeça de uma mulher.

Dinheiro é feito de material inerte. Ou seja, não se movimenta, não possui vida. O dinheiro não tem o poder de mudar as pessoas. Não pode tornar uma pessoa boa ou má.

As pessoas, ao conquistarem dinheiro, podem se sentir mais livres para expressar suas idéias e deixar transparecer suas virtudes ou seus defeitos. Estes parecem ser amplificados, como que em uma “concha acústica”. Quem é promíscuo, pode se tornar ainda mais. Quem sempre foi bondoso, caridoso, certamente fará mais caridade. Quem é corrupto, com dinheiro tem a sua percepção de alcance ampliada, uma vez que o dinheiro já proporcionou um nível de poder do qual ele não dispunha antes.

Crença # 7: “Os ricos são maus e desonestos”

crenças - todo rico é desonesto

Será? Temos, sim, muitos exemplos de pessoas enriqueceram de forma ilícita no Brasil. Porém, não se pode generalizar. Existem muitas pessoas ricas que são honestas. Ser rico ou não ser, nada tem a ver com a índole, caráter e valores das pessoas.

A Grande maioria dos mais de 1600 Bilionários existentes no mundo, de acordo com a Revista Forbes (2014), realizam atividades filantrópicas. Cheques e mais chequem com zeros a perder de vista são assinados em eventos filantrópicos destinados à educação e causas sociais.

Os Bilionários, aqueles que têm um patrimônio de nove zeros antes da vírgula, são um grande exemplo para nós. Se você quer ter uma vida abundante e ser bem sucedido financeiramente, passe a admirar os ricos.

Crença #8: “O dinheiro não é tão importante”

crenças - nota de dinheiro queimando.

Se você disser para sua esposa (ou seu marido): você não é tão importante para mim, você acha que levaria quanto tempo até que ficasse só? Se você tem um gato ou um cachorro é porque você o ama e ele é importante para você.

O mesmo ocorre com o dinheiro. Ter a crença de que dinheiro não é importante, fará com que você não se preocupe em conservá-lo e faze-lo multiplicar.

Quem não dá importância ao dinheiro, dá importância apenas a roupas de grife, carros de luxo e outras coisas que estão acima das suas possibilidades.

Quem não se importa com dinheiro, não se importa com o futuro e com a liberdade. Não se importa em passar a vida vendendo tempo para gerar riquezas para outra pessoa em troca de um salário limitado.

Crença # 9: “Investimento é coisa para quem tem muito dinheiro”

crenças - mulher olhando cofre porquinho.

Negativo. No Brasil, a excelentes oportunidades de investimento a partir de R$30,00. (trina reais). Este investimento se chama Tesouro Direto. Através do programa do governo para arrecadação de recursos com vistas a financiar suas atividades, você adquire títulos públicos com valores baixíssimos.

Os juros compostos agem de forma exponencial. Para os juros compostos não importa se você é rico ou pobre. O importante é investir com constância e com consciência de que o tempo também fará o trabalho dele nesse processo. Quanto mais tempo de investimento, mais o efeito dos juros sobre juros irá se mostrar favorável ao seu enriquecimento.

Aprenda um pouco mais sobre bons investimentos. Leia o artigo sobre Tesouro Direto para conhecer este investimento.  Aprenda também sobre outros investimentos de renda fixa e renda variável. Invista na sua educação. Seus rendimentos aumentarão na mesma proporção que você se educa financeiramente.

Crença # 10: “O que as pessoas vão dizer quando souberem que desejo ficar rico?”

crenças - o que elas dirão da minha riqueza.

Um comportamento em comum das pessoas ricas: não se importam com a opinião alheia. Enquanto quase todos correm no mesmo sentido em “efeito manada”‘, buscando sempre fazer as mesmas coisas e comportando-se de modo semelhante em relação a trabalho e dinheiro, você tem a opção de seguir um caminho diferente, mais difícil a princípio, porém acompanhado por poucos.

Nesse caminho a concorrência é mínima. Ele leva a um verdadeiro oásis de prosperidade e liberdade de escolhas.

Você não deve se preocupar com que os outros pensarão. Se alguém vira e diz que você não conseguirá seguir por este caminho, isso é um reflexo dos limites dela, não dos seus.

A dica é: comprometa-se com a busca da riqueza e compartilhe isso somente com aquelas pessoas que possuem pensamentos semelhantes e que desejam verdadeiramente que você voe alto. A pessoa também deve possuir um nível de compreensão e deve “pensar fora da caixinha” assim como você.

Crença # 11: “Quem poupa é avarento”

crenças - porco sobre notas dinheiro.

Quem poupa não é necessariamente avarento. Quem poupa é alguém que possui amor próprio e pensa na qualidade de vida presente e futura. Há pessoas avarentas, sim. Avarento é aquele que não demonstra generosidade alguma, uma pessoa mesquinha. Se os homens e mulheres de origem humilde que enriqueceram pelo próprio esforço não tivessem poupado, continuariam sem nada.

Como então posso poupar e não me tornar avarento? Vou revelar um segredo das pessoas ricas determinante para a construção de riqueza. Elas sempre se pagam primeiro, ou seja, não poupam o que sobra dos seus gastos no fim do mês, mas gastam o que sobra de suas economias. Alguns destinam 10% de sua receita líquida para diversão. Se você quiser saber mais, leia o artigo Quanto poupar para alcançar seus objetivos.

Crença # 12: “Pessoas interesseiras irão se aproximar de mim”

crenças - casal brindando na praia.

Você deve tomar cuidado para não confundir interesse com admiração. Se você se tornar rico, certamente será muito admirado por muitos. Mas pode ter certeza de que há homens e mulheres interesseiras de “plantão” esperando um relacionamento íntimo. Também haverá aproximações de pessoas desejando amizades por interesse. O importante é você analisar e saber identificar o interesseiro. A linguagem corporal fala mais do que mil palavras. Preste atenção aos detalhes e cuidado para não julgar erroneamente alguém que te deseja bem. Não se preocupe, mas mantenha-se atento. Se você tem essa crença, descarte-a. Se porventura uma pessoa interesseira se aproximar, você deve perceber isso e agir o quanto antes, buscando afastamento.

Crença # 13: “O dinheiro é a raiz de todo mal”

crenças - notas de dinheiro.

E por último, a mais famosa de todas as crenças. Faço agora uma pergunta: pode um simples pedaço de papel ser o mal? Claro que não. Todo o dinheiro que existe no mundo representa uma forma conveniente para a troca de bens e serviços entre as pessoas. Se você possui esta crença, substitua-a por: o dinheiro é a raiz de todo bem.

Graças ao dinheiro, podemos construir hospitais, descobrir a cura de doenças, praticar caridade, produzir alimentos, usufruir da tecnologia, viajar, dentre centenas de outras coisas. O mal não está no dinheiro. O mal está na mente de pessoas maliciosas. Da mesma forma que o bem está na mente daquele que pratica o bem.

Você deseja ajudar alguém que possui crenças limitantes?

Você conhece alguém que possui crenças limitantes sobre dinheiro? Deseja ajudar essas pessoas com conhecimento, contribuindo para que ela possa trilhar um futuro de abundância?

Gostaria de fazer a sua parte para tornar este um País com menos endividados, de pessoas mais prósperas e abundantes?

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Abraço!

Fábio Moraes

Um artigo sobre Educação Financeira

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2 comentários

  • Clarice ACC 29/08/2016 em 17:18

    Excelente!!! Vou me reeducar.

  • Fábio Moraes Clarice ACC 29/08/2016 em 21:02

    Que bom que gostou, Clarice. É sempre bom adquirir novos conhecimentos. Muito obrigado.