Hoje vou tratar de um assunto  ainda pouco abordado na Educação Financeira. Como atingir a independência financeira quando se ocupa um cargo público?

Milhões de brasileiros, todos os anos, se inscrevem em concursos públicos em todo o País em busca de bons salários, benefícios diversos e principalmente estabilidade no emprego.

Quando você tem um emprego em uma empresa privada, na realidade, ao acordar às 06:00 da manhã todos os dias para ir trabalhar, está vendendo cerca de 8 horas por dia do seu valioso tempo para o seu patrão por uma quantidade determinada de dinheiro.

O seu patrão compra o seu tempo, justamente porque, para ele, é vantajoso fazer isso. Ele não dispõe de todo o tempo do mundo. Não tem habilidades técnicas necessárias para realizar todas as atividades que sua empresa necessita para prosperar. Administra o risco do negócio, contrata pessoas qualificadas e habilitadas que dominam determinado ofício com obediência e eficiência, os remunera com valores abaixo do que é capaz de produzir e fica com os lucros.

Quanto vale o seu trabalho?

Trabalhar num órgão ou empresa pública não é muito diferente de ser funcionário de uma empresa privada. O mesmo acontece, ou seja, você vende seu tempo e é remunerado em valores inferiores aos que de fato produz.

Vou dar um exemplo. Imagine que você trabalhe em uma empresa pública e necessite fazer um determinado estudo em 1 mês para ser apresentado como tarefa de trabalho. Se você precisa se afastar por algum motivo inesperado, como uma licença médica e não puder executar esse mesmo estudo, a empresa pode vir a contratar uma empresa privada para executar o mesmo serviço por um valor 3, 4 ou 5 vezes superior ao seu salário.

É claro que este valor pago à empresa contratada é um valor bruto e nele se embutem encargos diversos, pagamentos de funcionários, etc… Mas, de qualquer forma, fica evidente que o valor que um funcionário entrega para um órgão ou empresa mensalmente é superior ao seu salário e é justamente isso que justifica o seu emprego.

Expectativas no emprego público

Quando você é servidor público, de certa forma, possui uma estabilidade que um funcionário de empresa privada não possui. E isso é muito bom, mas por outro lado, não.

É importante que o órgão ou empresa que você trabalha ofereça um plano de cargos e salários funcional e eficiente. O natural que se espera de uma vida profissional saudável é que haja progressão na carreira. Tenho alguns amigos que trabalham em empresas públicas há mais de 10 anos e alcançaram pouca progressão funcional porque o plano de cargos, carreira e salários da empresa não é interessante. Há muitos casos em que são movidas ações judiciais contra empresas e órgãos, por não apresentarem um plano de carreira digno.

O funcionalismo público, em alguns casos, pode ser uma faca de dois gumes. De um lado você tem a estabilidade no emprego, mas de outro você pode correr o risco de ficar com a sua carreira profissional congelada.

Para não ficar com um “teto de vidro” sobre a sua cabeça, impedindo o seu crescimento, é fundamental investir em educação, tanto na sua qualificação técnica, quanto na sua educação financeira. Veja que são duas coisas diferentes.

Na qualificação técnica, você investe em novas habilidades que te levam a conquistar um cargo mais elevado na sua empresa. Na Educação financeira, você otimiza o aproveitamento dos seus recursos recebidos (renda) e desenvolve a sua inteligência financeira.

O servidor público e a independência financeira

Para o servidor público alcançar a independência financeira é necessário desenvolver novas habilidades técnicas e educação financeira. Isso porque um aumento de renda pode depender de fatores externos, os quais o funcionário não tem alcance.

Muitas vezes o funcionário se esforça, mas não consegue o que merece. Um exemplo é a contenção de despesas de um órgão federal por motivos de uma crise política e econômica como a que estamos vivendo enquanto escrevo este artigo.

Dessa forma, é fundamental que o funcionário público pratique a simplificação, aumente suas poupanças e otimize a rentabilidade de seus investimentos, alinhados com os seus objetivos e seu perfil de investidor.

Todos devem gastar menos do que ganham e isso é uma regra básica, mas no caso do funcionalismo público, muitas pessoas não querem partir para o empreendedorismo, por causa da estabilidade oferecida. Isso é natural, pois, muitas vezes, apesar de possíveis engessamentos na carreira, os salários são bons e os benefícios também.

Não há nada de errado em permanecer uma vida inteira no funcionalismo público, mas deve se buscar uma poupança eficiente. A simplificação é essencial, pois não se tem uma fonte de renda ilimitada como no empreendedorismo.

Sua fonte de renda pode ser boa, mas é limitada. Deve se buscar crescimento constante dentro da empresa ou órgão em que trabalha.

Se você é funcionário público e possui empréstimos, financiamento de carros ou imóveis, é essencial que você se esforce para quitar essas dívidas antes de poupar e investir.

Como aumentar a minha renda?

3 profissionais reunidos na sala de reunião de um órgão com vista da cidade ao fundo

Quando você se especializa em determinada área, fazendo cursos e adquirindo novas habilidades, você se valoriza profissionalmente. O maior investimento é a Educação.

Ter um bom relacionamento com a sua equipe de trabalho, principalmente com seus superiores também ajuda.

Um outra alternativa para aumento do fator renda é continuar prestando novos concursos, em busca de salários maiores.

Conheço servidores que após passarem em concursos melhores, a empresa pública ofereceu  salários maiores para que eles não saíssem. Isso é uma forma de se valorizar e mostrar ao mundo o seu valor. Tudo gira em torno de oferta e demanda. Apesar de ninguém ser insubstituível, há profissionais que fazem toda a diferença nos resultados das empresas e órgãos públicos.

A outra saída, quando a  sua carreira está estagnada  no funcionalismo público, é empreender. Se não desejar mudar bruscamente, existem alternativas de meio período como o marketing de rede que podem elevar sua renda. Assim, você poderá conciliar esta renda adicional com seu emprego público por algum tempo. Você não precisa abandonar seu emprego público com estabilidade e segurança. Entretanto, poderá ter um negócio de meio período que servirá como fonte de renda passiva complementar e ilimitada.

O que deve ser congelado é o seu padrão de consumo enquanto constrói patrimônio e não a sua carreira. Se você se esforçar durante a fase inicial, descobrirá que o anos seguintes serão maravilhosos. Para isso você deve ter foco, disciplina e muita persistência.

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Fábio Moraes

Um artigo sobre Educação Financeira


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