De onde vem sua renda? Você já parou pra pensar nisso? Não! Não! Não estou falando da empresa na qual você trabalha, nem da profissão que você exerce! É sobre algo mais profundo.

Algo que pouco depende de circunstâncias externas, como a sua formação, nível de escolaridade, cenário econômico e tudo aquilo que pode parecer as oportunidades disponíveis que cercam você.

Isso que vamos falar hoje é algo mais profundo, um conhecimento de grande valor, que está ligado a quem você é ou decidiu ser em algum momento. Algo relacionado a suas forças, fraquezas a forma como pensa.

Sim, isso poderá mexer com você… Mexeu comigo!!

Se trata de seus valores financeiros essenciais.

Possivelmente você já tenha ouvido falar em custo de oportunidade. Isso refere-se ao que você deixa de ganhar por não ter praticado uma ação em uma situação de oportunidade.

Eis aqui uma vantagem injusta que você tem ao ler este artigo.

O objetivo aqui é que você faça uma reflexão profunda sobre a sua qualidade de vida e a sua renda.

De antemão, me posiciono mostrando que não sou contra nenhuma das formas de geração de renda, porém meu objetivo aqui é o de educar e informar as pessoas.

É possível construir riqueza ou proporcionar conforto financeiro com todas. Entretanto, algumas podem encurtar o caminho da liberdade, enquanto outras podem cobrar o preço da sua saúde e qualidade de vida.

Renda Linear x Renda Residual

Antes de entrar nas formas de geração de renda, devemos ter em mente o que é renda linear e o que é renda residual.

Renda linear

Esta é proveniente da venda ou troca do seu tempo por dinheiro. Se você é um empregado, seu trabalho possui um valor que você concorda entregar ao seu patrão e recebe em contrapartida uma pequena parcela desse valor que se chama salário.

Se você é autônomo ou dono de um pequeno negócio você dedica prestando serviço a alguém e recebe por ele.

Noventa e cinco porcento da população tira seus proventos desse tipo de renda. Seus ganhos são limitados pelo número de horas por dia que você pode se dedicar ao trabalho.

Afinal, o dia só tem 24 horas, certo?

Nesse caso, se você tiver que parar de trabalhar por um tempo por algum motivo de força maior, para cuidar da saúde, por exemplo,  os rendimentos não entram.

Ou seja, você precisa estar sempre presente no sistema, fazendo a engrenagem girar para que o sistema o retribua com renda.

Aqui ou você trabalha para um sistema ou você é o próprio sistema.

Renda residual

Também conhecida como renda passiva é o retorno financeiro que o seu trabalho ou seus investimentos geram independentemente de você estar em plena função. Aqui se encontram 5% das pessoas responsáveis pela retenção de 96% da riqueza de todo o globo!

Por exemplo, se você constrói um edifício e coloca os imóveis ali presentes para alugar, você recebe mensalmente uma renda residual.

Nesse caso, você cria um sistema gerador de renda que pode funcionar independentemente da sua presença.

Quatro maneiras de produzir renda

Vamos falar dos quatro Quadrantes de Fluxo de Caixa de Robert Kyiosaki. Robert é autor do livro mais importante e renomado de finanças pessoais de todos os tempos. – “Pai Rico, Pai Pobre”.

Em um dos seus best-sellers chamado “O Negócio do Século XXI“, Robert demonstra que as pessoas vivem em quatro grandes grupos baseados nas crenças sobre dinheiro com base na qual optam por gerar renda.

Ele criou um quadrante de fluxo de caixa em que, independentemente da carreira, mostra em que grupo vivem as pessoas.

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Famoso Quadrante de Robert Kiyosaki

Este quadrante se divide em dois grupos principais: o grupo da esquerda, onde se encontra a geração de renda linear (E e A) e o grupo da direita (D e I) onde se encontra a renda residual.

E = Empregado

A = Autônomo

D = Dono de Empresa ou Rede

I = Investidor

Quadrante E

De acordo com Kiyosaki, a grande maioria da população mundial nasce, cresce, vive, ama  e morre neste quadrante. O sistema educacional tradicional e as crenças sobre trabalho e dinheiro passadas de geração para geração, exercem grande influência sobre as pessoas para que construam suas zonas de conforto neste quadrante.

Representa todas as pessoas que tem um emprego (E).

Relembrando, não há nada de errado em um contracheque estável, a não ser que você não esteja tão feliz com ele por perceber que ele te impede de ganhar o que você merece.

Todo empregado é um vendedor. O empregado vende tempo e força de trabalho para alguém disposto a comprar.

O empregado por receber uma pequena parte da Riqueza gerada, passa a vida pagando contas para as empresas, juros aos bancos e impostos para o governo.

São a base do sistema econômico e o ensino tradicional direciona crianças, adolescentes e adultos, mesmo na faculdade, para este quadrante, com raras exceções.

Possui como valor essencial a segurança no emprego.

Quadrante A

Aqui estão todos os profissionais liberais, autônomos e donos de pequenos negócios. Muitos Médicos, Advogados, Dentistas e Engenheiros, detre outras profissões encontram-se dentro desse quadrante.

Muitas pessoas que buscam mais liberdade, migram do quadrante E para o Quadrante A. Visto por muitos como um “oásis de liberdade”.

No meu ponto de vista, o quadrante A, possui um lado muito positivo que é a liberdade de tempo em alguns casos, pois não é necessário “bater ponto”.

Entretanto, Kiyosaki nos mostra que há nesse quadrante uma armadilha: se você pensava que demitiu o seu chefe, na verdade você mudou de patrão. Você ainda é empregado e quando quer culpar seu chefe por seus problemas, logo percebe que esse chefe é você.

Empregados de si próprios, trocam tempo por dinheiro e costumam trabalhar mais do que se os empregados.

Tirar férias nesse quadrante muitas vezes pode ser difícil, pois como você é o sistema, ao se ausentar a engrenagem para e você perde terreno.

A de Autônomo e A de Algemas. Você continua aprisionado à própria necessidade de subsistência. Você não é realmente dono do seu negócio, mas sim o contrário. Ficam com todo o valor gerado pelo trabalho para si, mas muitas vezes falta tempo para desfrutar.

Uma forma de pensar é bem peculiar entre os Autônomos: “Se quiser algo bem feito, faça você mesmo”.

Quadrante D

Passamos para o lado direito do quadrante. Caro(a) leitor(a), aperte os cintos!!

Aqui se encontram Grandes Empresários, Construtores de Redes de mercado consumidor. São donos de “sistemas e redes” que funcionam sozinhos gerando renda residual . Estas pessoas representam cerca de 4% da população.

A diferença para um negócio A para um negócio D, é que no primeiro caso você trabalha para o seu negócio e no segundo o seu negócio trabalha para você. Estas pessoas são blindadas de recessões, porque controlam a fonte da própria renda.

Possuem como principal valor a construção de riqueza.

Quadrante I

Aqui se encontram todos os investidores. Sejam acionistas, investidores de moedas, de renda fixa, imóveis ou de ambas. O principal valor dos investidores é a construção da liberdade financeira.

Emprestam dinheiro para o banco, empresas e governo em troca de juros e dividendos.

Acabam por possuir mais liberdade de escolhas emprestando seu patrimônio a quem precisa e está disposto a pagar juros por ele.

Também conhecidos como rentistas.

Os Locadores de imóveis também se encontram neste quadrante, emprestando o imóvel e recebendo a renda passiva do aluguel.

Trocar de emprego não é trocar de quadrante

mulher trabalhando preocupada renda

A mudança de quadrante exige mais do que uma busca de benefícios melhores, mais estabilidade ou um salário mais alto. Essa mudança exige uma mudança profunda de crenças e da forma de pensar. Muitas pessoas reclamam de salários e falta de perspectiva em seus empregos e acreditam que em outro emprego tudo será melhor. Logo se frustam, pois a raiz da insatisfação não está no empregador, mas na falta de conhecimento sobre como migrar para o lado da riqueza. Como empregado, sua renda é limitada por terceiros e a remuneração por meritocracia é um excelente combustível para a entrada de rendimentos, um dos pilares da construção do patrimônio liquido.

Migrando para o lado da riqueza

aves migrando analogia renda

É possível fazer a ponte. O problema é que muitas pessoas julgam ser algo impossível e arriscado. Em alguns casos realmente é. Entretanto a passagem exige conhecimento autodidata, inteligência financeira e coragem.

Se você deseja mudança, assuma o controle e a responsabilidade pela sua vida, do seu destino.

Segundo Robert, o meio mais fácil de se fazer a transição para o Quadrante D sem assumir altos investimentos com o negócio, sem riscos, sem funcionários, sem aluguéis, sem despesas com logística, é iniciar um negócio de “Marketing de Rede” que nada mais é que um canal de distribuição de produtos por meio da venda direta. Este modelo de negócios representa 32% do PIB norte americano e 20% do PIB mundial. A tendência é que no Brasil, este modelo cresça exponencialmente, segundo dados da Associação Brasileira de Vendas Diretas

Outra vantagem deste modelo de negócios é a possibilidade de desenvolver o trabalho em paralelo, como plano B no início, sem abandonar seu emprego ou negócio tradicional. Isso é possível devido à escalabilidade deste modelo de negócios. Para se cadastrar em uma empresa de Marketing de Rede, você deverá buscar uma empresa pretigiada, com boa plataforma de treinamento, onde o conhecimento organizado e o apoio da liderança o ajudarão a ter sucesso nessa jornada.

Para evoluir no Quadrante I, também é necessário lançar mão da inteligência financeira, estar sempre atualizado de fatos econômicos importantes, definir seu perfil de investidor, buscar conhecimento e partir para a ação!

Há muitas possibilidades de investimentos, onde o risco é reduzido pelo seu nível de conhecimento.

Pra fechar, gostaria de dizer que oportunidades não são vistas com os olhos, mas somente pela mente preparada.

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Até a próxima!

 

 

 

 

Fábio Moraes

Um artigo sobre Educação Financeira

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